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Fora! Completamente...


Houve tempos em que pensei que seria mais fácil me deslocar pela cidade com uma moto. Mesmo com medo do transporte, adquirir o veículo está mais nas minhas condições financeiras do que um carro usado em boas condições. Porém, logo logo desisti dessa idéia estapafúrdia.

Gente, eu morro de medo de andar de moto. E tem mais: dou gritinhos a cada lombada ultrapassada e aperto a cintura do motociclista sempre que sinto que corro algum risco, como cair da carona. Enfim, o coitado do motoboy que me leva morro acima e morro abaixo que o diga.

Mas o foco desse posto é outro. É sobre as gafes que cometo pela rua, e que faziam algumas semanas que não aconteciam – ainda bem.

É lei! Todo mundo sabe que todos têm que andar de capacete. Então, uso o extra que minha Silvitcha tem. Diria que ele é quase meu, de tanto que uso o coitado. A culpa de chegar aos lugares escabelada ou com o cabelão todo amassado é dele. Desse acessório que me deixa com um cabeção muito maior que o da personagem Cassandra – do antigo Sai de Baixo. Muito maior que o cabeção da formiga atômica. Enfim, fico ridícula com ele.

Então, sempre que tiro o capacete, me paro de frente de um carro e começo a reconstituir minha carapinha. Foi o que fiz hoje, antes de atravessar a rua e entrar no Besc para fazer um saque. Que horror!!!

Depois de um minuto de muito aperta aqui, levanta ali, de virar o rosto para ver o cabelo em todos os ângulos, me dei conta que meu reflexo estava adulterado com uma imagem de fundo. O carro estava ocupado por uma criança que tentava se divertir com algum objeto, no banco do motorista, e uma mulher, provavelmente sua mãe, no banco carona. Pronto! No instante seguinte já estava dentro do Besc, rindo da minha gafe...


Fora da casinha. Completamente fora! Que constrangedor...

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