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Acordar e amanhecer


Despertei de várias formas neste sábado e domingo. Hoje principalmente, mas começarei pelo passado. Ontem acordei gelada, depois de passar um tempo indeterminado me refrescando sobre o piso do banheiro. Sim, a sexta-feira foi laranja, conseqüência de uma brincadeira de adolescente, que começa no vira-vira e termina no põe pra fora. A única diferença é que não fiz promessas e nem pensei que morreria. Depois de uma certa idade, vomitar não é tão fatídico assim.

Então levantei meu corpo do piso e direcionei-me ao sofá, porque o colchão no chão era baixo demais para a maresia em minha cabeça. E lá fiquei até o segudo momento da manhã de sábado, onde mirei o colchão e só inclinei o corpo, que foi caindo e se enrolando na manta, até o ponto do conforto e do sono que parecia que seria contínuo. Engano meu. O Sha decidiu dar uma voltinha pela rua e não me avisou. Fez seu saltinho da sacada e alguém o botou para dentro, de certo por achar que aquele não era seu horário habitual... E não era mesmo. Então ele subiu as escadas e ficou na mureta do corredor de acesso a casa da vizinha e ficou a miar, desesperadamente, até que eu surgisse de onde estivesse do meu sono quase que profundo, para abrir a janela e ele pular para dentro. Gato FDP!

Não pensei duas vezes e voltei para a cama. Afinal, não eram nem 8h30 ainda. E embalei num sono forte de novo, até receber a ligação da Silvitcha com a notícia. Então eram 9h30 e não adiantava mais, pois já estava assustada, pasma mesmo. Podemos prever o que vai acontecer com a gente, quando somos autores de nossos atos, mas nada está em nossas mãos ao certo. Então o dia seguiu lento, dolorido no corpo e na mente. Sem paciência até.

Hoje despertei cedo demais para um domingo (também dormi cedo demais para um sábado à noite). Na verdade amanheci neste 11º dia do mês de novembro. Amanheci com saudades, com ausências, com sentimentos fortes. Com a sensação de que realmente não sou ninguém sem o "mar de gente". Com meu amor exaltado e solitário, sozinho. Entre outras coisas percebi que mesmo amando sem ser amada, não quero mais permanecer assim. Fiz um balanço de minha vida emocional e de meus desejos em minutos, e reafirmei meu desejo: quero ser o amor de alguém e não só ter amores.

Nessa sexta-feira me disseram algo que me dei conta que não tenho. Na verdade, não que já não soubesse, mas ter sido admitido por alguém que não sabe se referir ao amor de suas mulheres por ele, marcou. Não quero deixar de ser amante - afinal continuo amando todas e as mesmas pessoas da minha vida - mas quero ter um também. Antes eu tinha comigo que bastava eu amar. Foi uma fase. Depois pensei que isso e estar junto do meu amor, ter por pouco tempo e às vezes, me satisfaria. Mas não. Meu coração tá cansado de conceções, agora ele quer ser amado do mesmo jeito que ama. Incondicionalmente. Seja quem for...

Vinícius, me ajuda nesta hora, e conte-me, em sonhos, como tu fazia; sil tu plaît?!!! Afinal, tu amou e foi amado várias vezes. Era o mestre da música, da poesia e dos amores. Então, psicografa em sonho pra mim. Tô esperando!

Comentários

Anônimo disse…
Finalmente.....
Bjs

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