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Morreu Joel Silveira

COMUNICAÇÃO Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007 17:32
O jornalista e escritor Joel Silveira morreu esta manhã aos 89 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro, “de causas naturais”, segundo informou a filha Elisabeth. Um dos mais famosos e respeitados jornalistas brasileiros, trabalhou em publicações que tiveram participação importante no cenário do país, como O Cruzeiro, Manchete, Diretrizes, Última Hora, O Estado de S. Paulo e Correio da Manhã. Foi repórter especial, correspondente de guerra e lançou mais de 40 livros. Sergipano radicado no Rio há 70 anos, ele tivera câncer de próstata, mas não quis tratá-lo. "Estava cansado, dizia que preferia morrer e que teria de ser em casa", contou Elizabeth.
Joel Silveira teve dois filhos, dois netos e dois bisnetos. Passou a vida lhes contando os muitos episódios que viveu em mais de 60 anos de carreira, iniciada aos 18, quando veio de Aracaju. Histórias como as entrevistas que fez com presidentes da República como Getúlio Vargas (15 dias antes do suicídio, em 1954) e a cobertura da campanha da Força Expedicionária Brasileira na Itália, na 2.ª Guerra Mundial, durante nove longos meses (pelos Diários Associados).
O corpo será cremado na quinta-feira no Crematório do Caju, no Rio, e não haverá velório, em respeito ao desejo do próprio jornalista.
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Nunca havia ouvido falar de Joel Silveira até ler esta notícia no Coletiva.net. Mas me chamou atenção o breve relato sobre sua vida profissional, pois é o que sempre desejei para mim.
Sempre soube que seria jornalista. Era meu desejo, meu objeto de vida desde o primário. Eu estava na quinta série e já sabia que seria comunicadora, pois era o que repetia a todos cada vez que me perguntavam o que queria ser quando crescesse. Me falavam que precisava fazer uma tal de faculdade, de comunicação social, e depois decidir entre jornalista, publicidade e propaganda e relações públicas. Eu não entendia nada, apenas que queria ser como a Maria do Carmo, então apresentadora do Jornal do Almoço do Grupo RBS, em Porto Alegre.
Meu colega Sandro, que queria fazer Publicidade, sabia tudo disso já. E me deixava ainda mais perdida, quando dizia que a Maria do Carmo também era psicóloga. Eu repetia, então tb vou fazer psicologia. Tudo bem que eu cresci e percebi que não era nada bom ser como a Maria do Carmo, hehehe. Mas me formei jornalista e teve um período em que pensei em largar tudo e recomeçar, fazer psicologia. Porém, a falta de grana não me permitiu e mesmo assim sou feliz, ainda sou feliz e gosto da minha profissão, mesmo ela sendo difícil pacas, concorrida pá cassete e pouco recompensadora financeiramente.
Então, leio essa notícia, sobre o Joel Silveira, e vejo o que sempre quis para minha vida profissional. Vejo a idade que morreu e a forma do sepultamento. Será que isso é coisa de jornalista, doido? Querer ser correspondente de guerra, escrecer livros, ser cremado e não ter velório? Ah, eu ainda quero morrer aos 85 anos. Depois disso é tudo lucro...
Claro, nos tempos de hoje, onde há muita concorrência boa (e outro tantão ruim) alcançar esses objetivos é bem mais trabalhoso. Terei que ralar muito ainda. Me empenhar ainda mais, qualificar-me. Testar minha capacidade mais ainda e arriscar, ainda mais do que venho arriscando.E Joel ainda se casou, teve dois filhos e netos e escreveu mais de 40 livros, hahaha.
Bom, se o véio conseguiu tudo isso, então, tb posso. Na porta dos 33 anos, tenho que começar a correr, se quiser alcançar minha meta. E nem preciso escrever 40 livros, cinco já tá bom demais!

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