Minha busca por um lugar ao sol me fez passar quatro horas em Joaçaba, na espera da conexão com destino a Jaraguá do Sul. A ida até que foi divertida. Sai de casa às 17h rumo a rodoviária, deixando o Sha de dono do campinho em casa. Pus a mochila nas costas e subi o morrão para atalhar. Cheguei junto com o ônibus na estação. Embarquei na microcondução, puxei da mochila minha viseira fashion, meu travesseiro inflável e pendurei o MP3 no pescoço. Duas horas de viagem depois, chegava em Joaçaba. Para facilitar minha peregrinação pelo centro da cidade, coloquei a mochila no guarda-volumes (R$ 2) e fui me aventurar. Cheia de charme, como sempre, comecei a andança. Estava na primeira quadra, onde de um lado fica o rio e do outro qualquer coisa (é indefinível para mim), quando vi a alguns metros de mim, um cara, careca e com atitude suspeita, parar no meio da quadra e olhar para o trânsito antes de atravessar a rua. Pensei: "Das duas, uma. Ou ele vai me assaltar ou vai me cantar". D...
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