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PRÊT-À-PORTER

Sim a coleta seletiva

No início do mês, a comunicadora Silvia Palma convidou-me para saborear a deliciosa feijoada produzida pela ONG Escola de Pais do Brasil, unidade Videira. O evento foi realizado no salão paroquial da Igreja Matriz, que estava lotado de pessoas solidárias a campanha da entidade, além de também serem apreciadores deste prato tipicamente brasileiro.
“Quem ama cuida”. Esse era o tema da edição “Feijão Família” deste ano, onde na camiseta ingresso estava a grafia e a ilustração: um globo com pessoas cuidando do espaço em que habitam e de sua família. Nada mais adequado para o momento, do que a menção da necessidade em mantermos o meio ambiente limpo da poluição, para nós e para quem amamos. Na saída, os voluntários estavam coletando assinaturas em prol da implantação da coleta seletiva de lixo no município, abaixo assinado este que assinei com satisfação e que deverá ser encaminhado aos órgãos responsáveis.
Muitos podem pensar que não há necessidade deste serviço, mas é uma ação, pública, importante, que deve ser posta a disposição da sociedade imediatamente. A coleta seletiva do lixo gera renda, empregos e contribuiu para a conservação do meio ambiente. É uma alternativa ecologicamente correta que desvia do destino em aterros sanitários ou lixões, resíduos sólidos que podem ser reciclados.
Com isso alguns objetivos importantes são alcançados, como o aumento da vida útil dos aterros sanitários e uma menor taxa no índice de poluição no meio ambiente. Além disso o uso de matéria prima reciclável diminui a extração dos nossos tesouros naturais. Uma lata velha que se transforma em uma lata nova é muito melhor que uma lata a mais no planeta, que está virando um lixão quase.
A coleta seletiva pode gerar renda, porque em muitas cidades do Brasil ela é realizada pelos catadores organizados em cooperativas ou associações. Assim sendo, além de auxiliar na preservação do meio ambiente, também é um ato de responsabilidade social. Não há uma fórmula universal. Cada lugar tem uma realidade e precisamos inicialmente de um diagnóstico local. Saber se temos cooperativas de catadores na cidade? Se o material separado na fonte e doado vai beneficiar um programa social? Qual é o tipo, volume e freqüência de lixo gerado? O que é feito atualmente? A cooperativa poderá fazer a coleta no local? Pra que separar em quatro cores se a coleta será feita pelo mesmo veículo? Como podemos envolver as pessoas? Ter conhecimento disso é importante para o desenvolvimento do processo.
É fato aqui em Videira que nas escolas, como tema transversal, é desenvolvido ações, palestras, atividades curriculares de educação ambiental. Concursos culturais com apoios de empresas privadas e órgãos públicos também. Isso significa que a consciência ecológica está se desenvolvendo na prática e isto já é um bom começo. Mas precisamos de mais, precisamos de logística eficiente também.

A Coleta seletiva deve ser encarada como uma corrente de três elos. Se um deles não for planejado a tendência é o programa de coleta seletiva não perseverar. O planejamento deve ser feito do fim para o começo da cadeia. Ou seja: primeiro pensar em qual será a destinação, depois a logística e por fim o programa de comunicação ou educação ambiental. Mas, para o momento, parabenizo a Escola de Pais por esta iniciativa. Vamos esperar resultados positivos agora.

Comentários

Anônimo disse…
Só eu mesmo pra te educar né negona..rsrsr
Tá lembrada de quantas vezes encho o saco pra separar o lixo lá de casa??
Viu só... eu também sou cultura....
Agora foi pácábá...
Beijo...

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