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PRÊT-À-PORTER

A leitura e Gabo para mim

O hábito de ler nos trás informação, o conhecimento e o prazer de partilha-lo em nossas conversas, com amigos, família e colegas. Nos faz ter argumentos e “conteúdo” nos diálogos, a atuar e ser protagonista da própria história, vivendo em comunidade. Quem tem o hábito de ler se expressa melhor, dá opiniões, faz associações, argumenta, desenvolve o poder de síntese, indução, dedução, análise, classificação, desvela e revela a rede de relações da qual fazemos parte e ainda propõe soluções locais para problemas universais.
Tem mais. Quem lê nunca está sozinho. O ato da leitura e da livre expressão encoraja a troca, fortalece a auto-estima, a identidade e constrói a cidadania da criança, do adolescente e do adulto. É fundamental que, mesmo sem dominar a técnica da leitura, todos tenham acesso às informações do dia-a-dia e, no caso do nosso município, da semana, já que os jornais da cidade têm periodicidade semanal. Mas como sabermos se estamos no rumo certo do interesse do leitor?
Para que estejamos auxiliando no processo de desenvolvimento de leitura precisamos saber qual o tipo de interesse que tem o nosso público. Isso é importante para o escritor. Afinal, o conteúdo, a mensagem é o produto com qual trabalhamos, cujo objetivo principal é atingir tudo isso que já foi comunicado até agora. Levar novidades sobre notícias relacionadas às discussões ocorridas na sala de aula, nas ruas, nos bares, no trabalho, após a missa de domingo, em casa. Logo, o escritor precisa contribuir, não somente lendo, mas compartilhando de seus interesses também, manifestando-os para nós, escrevinhadores.
Eu possuo dois escritores favoritos, até então. Com um não tive a oportunidade de dar o “feedback” sobre suas obras. Érico Veríssimo, gaúcho de Cruz Alta, morreu cerca de 15 meses depois de meu nascimento. O outro está vivo, mas já com 80 anos e recém-saído de um câncer linfático aparentemente controlado, mesmo assim, ainda lúcido e atuante em sua profissão. Não me sinto com coragem e capacitada para falar das criações com o meu ídolo literário: Gabriel García Márquez.
Sinto-me um pouco mais tranqüila em saber que ele é prestigiado por milhões de pessoas. Ainda muito melhor quando soube que, mesmo 40 anos após lançar “Cem Anos de Solidão”, García Márquez vive a glória do sucesso de sua melhor obra. Este livro inaugurou o ciclo do realismo mágico latino-americano e indicou novos rumos à literatura da América Latina. Traduzido para 40 idiomas, vendeu mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo e levou seu autor à conquista do Nobel.
Aos 80 anos, Gabo, como é conhecido no seu país, continua um bom “gourmand”, embora já não beba as generosas doses de puro malte que bebia no passado. Mas continua dizendo aos amigos: “Escrevo para ser querido pelos amigos”. Creio que eu também.

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