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Tô lavando as minhas mãos...

Estou sem opções, sem alternativas, sem caminhos a seguir - sem prumo. Minhas artérias já dilataram o que podiam para que o sangue fluísse melhor a cada decisão firmada e ato consagrado. Meu racional deixou todas as portas abertas para o emocional, que tá correndo livre pelo meu corpo, minhas palavras, minha voz, sem barreiras e nem fronteiras.
Estou sem armadura, mas também sem munição. Uma franca atiradora, que mira, mira, puxa o gatilho da automática, mas não consegue atingir o alvo. Ele tá sempre em movimento. Foi assim que gastei todas as balas. E eram de açúcar, eram de mel, de chocolate, doce de leite, não fariam mal nenhum...
Depus-me e me despi de todas as maneiras possíveis. Fiz o que nunca imaginaria que faria (e não me arrependo, claro), mas creio que cheguei ao final. Já não tenho mais armas para usar. Já não sei mais o que fazer, além de voltar para dentro de mim e dedicar 100% de todo o meu ser para o que vim buscar profissionalmente. E essa é a hora. Não posso deixar passar oportunidades que aparecem só por que amo errado ou a pessoa errada.
Não sei definir o que sinto agora ou como me porei a partir de agora. Só o que percebo é o que me é pouco, insuficiente, como instantes imparciais ou indiferentes. Tenho que me conter para não ser intensa quando o que queria era o contrário. Então, acho que poderei sobreviver se romper o elo que me é oferecido, ou não. Um teste... Quem sabe? Mais uma vez...
Eu acredito em sinais. Creio que estou recebendo mais um. Um que significa a hora de parar de tentar, pois estou caindo no vazio. Não tenho como evitar as lágrimas, já que choro até com o Spideman III. A única certeza que tenho e por mais desconexo que pareça; não derrotas ou vitórias no “jogo” do amor, apenas percepções. Falso ou verdadeiro. Querer ou não querer. Um contentar-se descontente.
Ainda esta noite, uma amiga comentou comigo o que disse ao seu afeto (infelizmente ela passa por problemas “cardiosentimentais” também): eu já tentei tudo que podia para a nossa relação... Eu também. Já tentei tudo que podia para ter uma relação, muito mais do que apenas um “grande afeto”.
Como diz o velho José, um dos homens que amo e é meu referencial, “tô lavando as minhas mãos”...

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