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Orkut: criador e criatura

O turco Orkut Buyukokkten, pai do site que leva seu nome e hoje gerente de produtos do Google, passou pelo Brasil em abril. Foi assediado como celebridade. E, claro, falou muito sobre o portal que é sensação por aqui.

Na entrevista coletiva on-line, perguntou-se muito sobre a imensa popularidade do site no Brasil, responsável por mais de 50% dos usuários. Segundo Orkut, a causa disso está no modo de ser dos habitantes daqui. "Há uma combinação de vários fatores. Brasileiros costumam ter vários amigos e se comunicar com muita facilidade", diz. Colaborou para a difusão a certa aura inicial de exclusividade, com participação restrita a convidados. "Inicialmente, vários usuários infl uentes se registraram e isso facilitou a disseminação no Brasil", afi rma, lembrando também da facilidade de uso. "Muitos que sequer falavam inglês conseguiam utilizar." Depois do abrasileiramento - e da internacionalização em geral - já são 13 as opções de idioma.
Polêmicas envolvendo o orkut também entraram na roda.

Segundo ele, que tem 596 amigos em seu perfi l, a questão das comunidades incitadoras de crimes e os delitos planejados dentro do site estão sendo resolvidos em linha direta entre o Google e os órgãos competentes, permitindo resolução de problemas em 24 horas. Porém, em alguns momentos, foi protocolar. "Nossos termos de serviço e estatuto da comunidade defi nem o que é aceitável ou não e são bastante parecidos com os de outros sites semelhantes no mundo. Contamos com a ajuda de usuários para denunciar conteúdo questionável." Procurado, o Ministério Público não se manifestou até o fechamento desta edição.
O ligeiro tom evasivo reapareceu quando foi indagado sobre o recente episódio da compra da comunidade "Eu Amo Floripa" pelo grupo RBS (afi liada da Rede Globo no Sul do país), violando os termos de serviço. "Comportamento semelhante pode ser visto também em outros sites como o eBay, em que personagens de jogos como World of Warcraft já foram vendidos. O princípio é o mesmo e não concordo com essa prática."
Como o orkut se sustenta?

Orkut (o criador) também respondeu. "Vários produtos de sucesso do Google não geram lucros, como é o caso do Google Notícias e da pesquisa de imagens." Mas e os recentes e discretos banners publicitários no site? "Introduzimos anúncios quando temos certeza de que a experiência dos usuários não será prejudicada. Estamos vendo se será bom para eles", diz.
O atual cenário da rede também esteve em pauta.

Para ele, não é possível comparar o orkut com experiências como o Second Life, cuja dinâmica se aproximaria mais de uma simulação em primeira pessoa. Outra crença é a de que mais e mais o celular será usado para acessar o site. Sobre o fi m da necessidade de convite - e se isso iria vulgarizar a ferramenta - disse: "Temos mais de 50 milhões de usuários no mundo. Por isso, não há praticamente diferença alguma entre exigir convite ou não."
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De uma das minhas revistas favoritas - Universo Masculino. Foi muito engraçado o jeito que conheci a revista. Tava sem fazer nada em casa e decidi descer para tomar um café, com bobagens. Então, lá estava a revista, bonita, bem produzida e, pasmem, com conteúdo!!!! Então virei fã. Todo o mês vou lá me dedicar na leitura do impresso.
Da última vez tava eu e a Silvitcha tomando um preto e lendo os impressos que catamos do balcão. Era domingo, dia de ver o Anexo da Notícia (que adoro), início do mês (de ler a UM da vez) e tentar disputar a Veja da semana. Bom, fui bem sucedida somente nas duas primeiras opções. A Veja tava nas mãos de um senhor, de bigode suspeito, que tinha ouvido minha história do Chimbinha, no sábado, quando estava atualizando a Silvitcha sobre o causo. Ele nem foi discreto, levantou as orelhas, esticou o pescoço e qdo foi surpreendido por nós, não ficou nem embaraçado, hahaha. No Domingo até nos comprimentou...
Bom, então enquanto lia a revista de abril, com as páginas abertas, percebi que era alvo de mais comentários... Desta vez de dois amigos, que me olhavam de forma diferente. Bom, pensei que fossem meus trajes, bem à vontade, mas não, eram por causa da revista, que dava para ver a capa mais ou menos. "Ela tá vendo revista de mulher pelada!" Hahahaha. Segredou o mais bonito para o mais feio. Então comecei a brincar com eles, baixei a revista e n deixei vê-los a capa. "Acho que não." Disse o outro. Deixei a revista aberta em uma página onde estava uma mulher, de cinta liga e chicotinho ilustrando uma nota. Voltaram a cochicar e me olhar.
Deixei eles curiosos. Pediram suas bebidas, tomaram, conversaram mais (sobre mim, é claro), depois foram embora...

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