Pular para o conteúdo principal

Duelo contra o tédio

À frente do “Sem Censura”, Leda Nagle defende jornalismo que não aborreça o público

Há 12 anos, de segunda a sexta, Leda Nagle e a equipe que ela coordena têm o prazer de levar o “Sem Censura” ao ar na TVE/Rede Brasil. A jornalista não se contém ao dizer que adora comandar o programa. Mas assume que nem sempre é simples a tarefa de torná-lo interessante. “Sempre precisamos de bons assuntos, com pessoas simpáticas e que agradem a um público amplo. Conseguir esse mix não é tão simples”, argumenta Leda, ao definir que a idéia do programa jornalístico é informar, educar e também alegrar. “Não queremos chatear ninguém”, completa.
Leda conta que, na sala onde são feitas as reuniões de pauta, há um quadro com o nome dos convidados de cada edição. Quando ela vê que em determinado dia não há convidados muito atraentes, solta para o pessoal da produção: “Esse programa hoje micou, hein?! Acho que vou assistir à Sessão da Tarde”. É a maneira de incentivar toda a equipe a batalhar por um “Sem Censura” sempre atraente. Afinal de contas, ele conta com um público assíduo e que participa ativamente por telefone, e-mail ou fax. Só para se ter uma idéia, no primeiro trimestre de 2007, 40% das mensagens enviadas à emissora apontavam o programa como o favorito. Ele é o campeão de e-mails da TVE.
Tanta fidelidade do público faz com que a apresentadora já saiba de cabeça nomes de telespectadores de diferentes partes do País. “Tem o fulano de Porto Alegre, a beltrana de Ribeirão Pires, o sicrano de Imperatriz, no Maranhão”, cita Leda. Na véspera da entrevista, ela comemorava o fato de um senhor enviar à produção o fax de número 2.060. E a jornalista ressalta ainda as dezenas de comunidades no Orkut sobre o programa e os encontros que esses telespectadores realizam.Apesar da grande interatividade, o “Sem Censura” esbarra em algumas questões orçamentárias. Não tem sequer um laptop na bancada. Os e-mails são impressos fora do estúdio e, a cada intervalo, são levados para Leda. Para atender aos telefonemas, há uma única pessoa responsável. É Fabiana Ferreira, que consegue dar conta de uma média de 60 ligações diárias, durante as duas horas em que o programa é transmitido.
Mesmo completando 30 anos de telejornalismo em 2007, há riscos a correr, barreiras a serem vencidas. Como os convidados que, de última hora, avisam que não irão. “Aí tenho de estar preparada para mudar o programa quando ele entra no ar”, afirma.
Ela confessa ainda que muitos participantes são experts nos assuntos que vão discutir mas, quando se vêem na TV, travam ou têm dificuldade de se expressar. Nessa hora, é inegável, a experiência conta muito. “O programa depende da empatia entre as cinco pessoas que estão na roda. Às vezes o elo acontece. Quando não, cabe a mim estabelecê-lo”, explica a jornalista Ela também pretende reunir em um livro, ainda este ano, entrevista que já realizou durante a carreira.
....................................................

Fonte: Jornal A Notícia

Comentários

乱七八糟 disse…
I am China. Welcome to me the abundant guest to settle on the countryscenery. Http://weijunhe.blogspot.com/

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Sóis

Sexta-feira de manhã. Não precisei abrir o aplicativo que controla meu ciclo menstrual para saber que estava de TPM. O mau humor era latente e já o percebia insuportável até para mim. E chovia. Muito. Dia perfeito para ficar em casa, hibernando, como costumo definir dias e este estado de espírito. Mas não. Tinha que encontrar um amigo-cliente, que ontem estava sem comunicação via smartphone. Não havia escapatória. Teria que ir.
Fechava assim meu período de pré-aniversário, antecipadamente. Não suportaria mais uma semana. Teria eu mesmo que dar o start em novas energias e começar Setembro com os dois pés direitos.
E hoje, no primeiro dia do mês, ainda cinza e molhado por aqui no Sul do país, um novo sol surgia. Mesmo que ainda de TPM, a virada do mês sopra em mim mudanças. Novos tempos. Renovação.
Fiz a mesma coisa que nos últimos sábados do calendário letivo. Acordei, peguei a mochila gasta e sai respirando o ar úmido e cheio de partículas de vida e possibilidades dentro de mim. E quand…

Nos phones: Todo homem

O sol Manhã de flor e sal E areia no batom Farol Saudades no varal Vermelho, azul, marrom Eu sou Cordão umbilical Pra mim nunca tá bom E o sol Queimando o meu jornal Minha voz, minha luz, meu som

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe

O céu Espuma de maça Barriga, dois irmãos O meu Cabelo, negra lã Nariz e rosto e mãos O mel A prata, o ouro e a rã Cabeça e coração E o céu Se abre de manhã Em abrigo, em colo, em chão

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe