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Quinta com cara de terça

Na terça-feira, tava tão quente neste buraco que meu corpo pedia duas cervejas para mim. Então, como sou uma boa guria, obedeci-o.

No final do dia desci a lomba, com o sol no lombo, em direção ao Bar Estação (eu adoro este lugar, pena não ter aproveitado mais no verão, aliás, pena eu não ter curtido o verão). 6h15 cheguei lá. Peguei uma mesa perto da luz, porque queria escrever, e logo o garçon veio, com sua simpatia e cardápio.

- Qual cerveja que o senhor tem? Como estava com pouca grana fui na mais barata.
- Skol, por favor e um cinzeiro.

Antes mesmo de sentar a bunda na cadeira, João Vieira surgiu com sua motoca, disfarçado de Formiga Atômica, e prometendo pintar depois de tontear mais um pouco pelas ruas do Centro.

Então sentei, pedi, bebi, enquanto arrumava a minha bolsa, que tava uma zona. Depois fumei, como uma morcega e antes mesmo de pedir a minha segunda, chegou a Silvitcha, com poucos segundos de diferenças do João. Mal tinha acabado de arrumar minhas anotações.

Então fechei meu livro de memórias e comecei a papear e beber, papear e beber. Até que o doido do João precisou ir ao super e o abusado do Ervilha se convidou para ir. Ah, havia esquecido, que entre um bate-papo e outro, o ervilha passou, voltando da Sessão da Câmara, e parou.

Foi ai que o João Vieira nos agraciou com linguicinha calabresa e cerveja e lá se foram horas e mais horas de orgias gastronômica e beberagem, até que a primeira e única lúcida (embora já acabada pela bebida) decidiu dizer que ia embora. Claro que os bebuns concordaram com a vós da lucidez e fomos todos: Eu e Ervilha.

Enfim, um final de dia majestoso, com pessoas agradáveis e papo solto. Quem me dera que todos os dias fossem assim, não precisaria nem ter bebida alcóolica, só gente boa...

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