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Amanda

Amanda é uma guria linda, que mora no meu prédio. Ela tem sete anos acho. Não me lembro se já falei dela, mas não me importo de repetir caso já tenha feito isso. Ela é um amor. Gosto muito dela e não canso de dizer que se puder ter a Sofia, que ela seja doce como a Amanda.

Na verdade, o que quero dizer, é que criança é um ser que não exige nada dos adultos, a não ser o amor sincero, uma atenção singela e descompromissada, natural. É a fase do ser humano que não se importa de trocar carinhos, que não tem vergonha de expor sentimentos, de falar o que quer e de ouvir o lhe disser.

Com a Amanda eu exerço toda a minha capacidade de amar, de estender a mão para fazer um afago sem medo de ser rejeitada, de ser infantil sem ser julgada, de ter postura adulta sem perceber o receio, o medo do ato. Com uma criança, dentro de sua limitação naturalmente infantil, eu consigo ser eu mesma.

Um dia eu tenho que dizer para a Juli, a mãe da Amanda, que a filha dela é especial para mim porque me dá a oportunidade de ser completa.

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