Luzes da cidade

Centro de Ponta Grossa (PR)

Esse tema é recorrente neste espaço. Sim! As luzes da cidade me fascinam. Não tem dia, nem ponto de vista, basta entardecer e o primeiro bico de luz acender, que já começo a imaginar que história paira ali.

Claro que meu estado de espírito influencia essa pseudo narrativa imagética.

Nos nostálgicos domingos, que às vezes carregam o "se" por trás de perspectivas, cada ponto de luz pode me parecer uma interpretação diferente. No início da noite, quando estou preparando algo para comer, da janela da minha cozinha avisto cenas de famílias se organizando para a semana, lanchando juntos, ou só assistindo a TV; de casais enamorados; de mulheres com seus pets, com seus livros, com seus amigos e amigas, consigo mesmas.

Imagino o que lhe vão à cabeça ou que as suas vistas recriam para elas sobre o que veem de outros pontos de luz. 

Que energia vibra de cada quadradinho nesses prédios? Quais são os sonhos que iluminam? Que intenção se destaca na luz branca? 

De aniversário, em setembro último, ganhei uma luminária. O controle traz cores da paleta RGB. Eu ameeeei! Durmo com a cor azul na maioria das vezes. Em outras é verde. Para assistir TV, uso a branca. Para escrever, depende da concentração. E magenta é para amores: o próprio, a dois, do dia amoroso.

Na foto, o prédio do meio tem uma janela que à noite se acende azul. Azul celeste. O tom da fidelidade, da comunicação, do compromisso... Para essa luz, não consigo imaginar seu ou sua habitante. Só fico feliz dela existir.

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