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Luzes da cidade

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Centro de Ponta Grossa (PR) Esse tema é recorrente neste espaço. Sim! As luzes da cidade me fascinam. Não tem dia, nem ponto de vista, basta entardecer e o primeiro bico de luz acender, que já começo a imaginar que história paira ali. Claro que meu estado de espírito influencia essa pseudo narrativa imagética. Nos nostálgicos domingos, que às vezes carregam o "se" por trás de perspectivas, cada ponto de luz pode me parecer uma interpretação diferente. No início da noite, quando estou preparando algo para comer, da janela da minha cozinha avisto cenas de famílias se organizando para a semana, lanchando juntos, ou só assistindo a TV; de casais enamorados; de mulheres com seus pets, com seus livros, com seus amigos e amigas, consigo mesmas. Imagino o que lhe vão à cabeça ou que as suas vistas recriam para elas sobre o que veem de outros pontos de luz.  Que energia vibra de cada quadradinho nesses prédios? Quais são os sonhos que iluminam? Que intenção se destaca na luz branca?  ...

Carne e Osso

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  A alegria do pecado Às vezes toma conta de mim E é tão bom não ser divina Me cobrir de humanidade me fascina E me aproxima do céu E eu gosto De estar na terra Cada vez mais Minha boca se abre e espera O direito ainda que profano Do mundo ser sempre mais humano Perfeição demais Me agita os instintos Quem se diz muito perfeito Na certa encontrou um jeito insosso Pra não ser de carne e osso Pra não ser carne e osso Composição: Moska / Zélia Duncan

Sem pai, nem mãe (nem irmã)!

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  Às vezes eu fico assim, com um marzão turbulento no peito. Às vezes sou água parada. Em outros momentos, com um infinito oceano dentro de mim, balançando... Essas e muitas outras sensações que podem ser atribuídas a água salgada que me forja em alguns períodos. Que escorre em minha face. É meu  estado de órfão que assume minhas emoções, gestando sentimentos e salgando meu rosto, pensamentos, palavras e falas. Em frente a TV, neste domingo de 19 de abril, não pude evitar: Lembrei a dor de ficar sem pai, nem mãe e irmã. Senti o vazio no peito, de novo, na potência de três. Do outro lado da telinha, Ana Paula Renault, participante camarote nesta edição do BBB26, soube que perdeu seu pai. Tadeu Schmidt está de luto pelo irmão e ídolo, o Mão-Santa, morto há dois dias.  Climão! Já comentei com algumas pessoas que não sei dizer adeus. Este blog registra isso, já que deve ter dezenas de posts com chorumelas infinitas de meus lutos. A escrita é curativa para quem escreve. Acredi...

Jornalista profissional e diplomada

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  💁🏾‍♀️ No dia 7 de abril, estive cerimonialista. Mas sou jornalista profissional diplomada com quase 1/4 de século de formação. No mercado de trabalho, nem tanto... Nossa carreira profissional é atravessada por várias questões socioeconômicas. E políticas também. 💙 De coração, sou jornalista desde sempre. É o que me mantém na luta pela valorização profissional, na construção social por onde passo e, principalmente, no fazer jornalístico com ética. Quando me perguntam por que eu sigo acreditando no jornalismo, eu falo um clichê: 📍 Eu acredito no teu direito à informação de qualidade. Por isso. 📷  @hebegoncalves #diadejornalistas  #jornalistaprofissionaldiplomada

Feriadin

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Que seja doce, a sua nova chance! 🥕  

45% e um destino

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Nas novelas turcas que assisto por streaming, as pessoas viajam em micro ônibus como esse da imagem. As personagens fazem uma mala pequena, geralmente uma bolsa de mão, e saem. Voltam para suas cidades natal. Geralmente uma cidadezinha do interior, onde elas se reconhecem... A pouco, um e-mail em minha caixa de entrada sinalizava uma promoção interessante. Tentadora.  LIQUIDA BUS  Apenas rotas interestaduais!   45% OFF No entanto, o prazo da promoção é mais urgente que minhas questões. O capitalismo orienta o tempo do empresariado. 48 horas para escolher o destino do próximo ciclo de vida é pouco para mim. Minhas dúvidas ou incertezas têm outro termômetro.  Outro critério de escolha é o fato de que eu gosto mesmo de voar! Perpassar as nuvens... elas são levinhas mesmo. Tocam a janela do avião e a gente nem sente. Não perturbam os pensamentos. Mas as empresas aéreas não me dão 45% de desconto e a bagagem de mão tem pouco espaço. Não cabem as expectativas que carrego e...

Quando foi que comecei a gostar de circos?

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Foi enquanto estourava pipocas em uma panela de alumínio furada, e que agora só serve para isso, que me questionei: Quando foi que comecei a gostar de circos?  Um dejàvú de poucos dias atrás me lembrou que há um circo no cidade. Não muito longe. E que poderia ir em uma sessão neste final de semana, comer pipoca salgada ou algodão doce. Ou os dois. Pipoca de cinema e de circo são diferentes da de casa. Deve ser aquela panela encardida e queimada que dá sabor. Já testei a gordura que usam em cinema quando era amiga da gerente na Terra do Nunca. Ela me deu uma garrapa da manteiga para pipocas. Não ficava a mesma coisa. Então deve ser a panela ou é o "molho" do(a) pipoqueiro(a) mesmo.  Lembrei também que fui ao circo pela primeira vez, já adulta, com os sobrinhos. Eles nem queriam ir. Mas eu forcei o convite. Queria muito ir ao circo e ainda tinha ganho ingressos. Peguei meu salário de estagiária, marquei o encontro ao final do dia, e fomos. Eles odiaram! Eu amei o Globo da...