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Sem pai, nem mãe (nem irmã)!

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  Às vezes eu fico assim, com um marzão turbulento no peito. Às vezes sou água parada. Em outros momentos, com um infinito oceano dentro de mim, balançando... Essas e muitas outras sensações que podem ser atribuídas a água salgada que me forja em alguns períodos. Que escorre em minha face. É meu  estado de órfão que assume minhas emoções, gestando sentimentos e salgando meu rosto, pensamentos, palavras e falas. Em frente a TV, neste domingo de 19 de abril, não pude evitar: Lembrei a dor de ficar sem pai, nem mãe e irmã. Senti o vazio no peito, de novo, na potência de três. Do outro lado da telinha, Ana Paula Renault, participante camarote nesta edição do BBB26, soube que perdeu seu pai. Tadeu Schmidt está de luto pelo irmão e ídolo, o Mão-Santa, morto há dois dias.  Climão! Já comentei com algumas pessoas que não sei dizer adeus. Este blog registra isso, já que deve ter dezenas de posts com chorumelas infinitas de meus lutos. A escrita é curativa para quem escreve. Acredi...

Jornalista profissional e diplomada

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  💁🏾‍♀️ No dia 7 de abril, estive cerimonialista. Mas sou jornalista profissional diplomada com quase 1/4 de século de formação. No mercado de trabalho, nem tanto... Nossa carreira profissional é atravessada por várias questões socioeconômicas. E políticas também. 💙 De coração, sou jornalista desde sempre. É o que me mantém na luta pela valorização profissional, na construção social por onde passo e, principalmente, no fazer jornalístico com ética. Quando me perguntam por que eu sigo acreditando no jornalismo, eu falo um clichê: 📍 Eu acredito no teu direito à informação de qualidade. Por isso. 📷  @hebegoncalves #diadejornalistas  #jornalistaprofissionaldiplomada

Feriadin

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Que seja doce, a sua nova chance! 🥕  

45% e um destino

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Nas novelas turcas que assisto por streaming, as pessoas viajam em micro ônibus como esse da imagem. As personagens fazem uma mala pequena, geralmente uma bolsa de mão, e saem. Voltam para suas cidades natal. Geralmente uma cidadezinha do interior, onde elas se reconhecem... A pouco, um e-mail em minha caixa de entrada sinalizava uma promoção interessante. Tentadora.  LIQUIDA BUS  Apenas rotas interestaduais!   45% OFF No entanto, o prazo da promoção é mais urgente que minhas questões. O capitalismo orienta o tempo do empresariado. 48 horas para escolher o destino do próximo ciclo de vida é pouco para mim. Minhas dúvidas ou incertezas têm outro termômetro.  Outro critério de escolha é o fato de que eu gosto mesmo de voar! Perpassar as nuvens... elas são levinhas mesmo. Tocam a janela do avião e a gente nem sente. Não perturbam os pensamentos. Mas as empresas aéreas não me dão 45% de desconto e a bagagem de mão tem pouco espaço. Não cabem as expectativas que carrego e...

Quando foi que comecei a gostar de circos?

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Foi enquanto estourava pipocas em uma panela de alumínio furada, e que agora só serve para isso, que me questionei: Quando foi que comecei a gostar de circos?  Um dejàvú de poucos dias atrás me lembrou que há um circo no cidade. Não muito longe. E que poderia ir em uma sessão neste final de semana, comer pipoca salgada ou algodão doce. Ou os dois. Pipoca de cinema e de circo são diferentes da de casa. Deve ser aquela panela encardida e queimada que dá sabor. Já testei a gordura que usam em cinema quando era amiga da gerente na Terra do Nunca. Ela me deu uma garrapa da manteiga para pipocas. Não ficava a mesma coisa. Então deve ser a panela ou é o "molho" do(a) pipoqueiro(a) mesmo.  Lembrei também que fui ao circo pela primeira vez, já adulta, com os sobrinhos. Eles nem queriam ir. Mas eu forcei o convite. Queria muito ir ao circo e ainda tinha ganho ingressos. Peguei meu salário de estagiária, marquei o encontro ao final do dia, e fomos. Eles odiaram! Eu amei o Globo da...

Não sei lidar com a vida adulta

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Foto 3/365 Tio Frank. Um filme filme lindo sobre os medos e a vida de um homem gay. A história acontece na Carolina do Sul (e Nova York), na década de 70.  Na sinopse, ele estava classificado como comédia. Estranho rotular os dramas da vida de uma pessoa como algo engraçado. Certamente é reflexo de uma sociedade machista, sexista, homofóbica. Uma trama forte e delicada. Daquelas que se chora do início ao fim, como podem perceber no autorretrato.  Fiquei muito afetada. Talvez por que estivesse procurando uma comédia pastelão e me deparei com um dramalhão de primeira. Há dias quero só amenizar as ideias, anestesiar sentidos, iludir os pensamentos. Fugir da realidade mesmo. Final de ano vem tantas emoções à tona... Não sei lidar com a vida adulta até hoje. Parei no tempo. É saudade batendo na porta. É ausência se fazendo presente. É amor desperdiçado da gente. É tanta gente sem gente nesse mundo, vivendo uma pandemia sem fim, quase sem esperança. A boia existe, mas a maré não est...

Nome: Elaine - Apelido: Bombom - Cognome: Saudade

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13 de abril e chove levemente em Porto Alegre. É noite de outono e começo a escrever às 22h57. Segunda-feira. Dia de distrações com serviços de banco, que vinha adiando há quase 30 dias devido ao isolamento social em decorrência da pandemia da covid-19. [Gosto desta termologia, mas não do vírus, obviamente] Passei o feriadão lembrando a data de hoje. Mas adiei “essa conversa” até agora. Hoje marca a passagem da minha mãe pro plano espiritual. Quatro anos. Lembro da minha vida mudar horrivelmente, pela segunda vez. Mas não estou pronta para falar disso, ainda. Vou discorrer sobre o primeiro momento... Eu sou uma guria fantasiosa. E como toda fantasia, ela gera expectativas. E ansiedade. E medo. E dor. Na minha juventude ficava imaginando como seria a vida sem meu pai. Como faria para seguir em frente sem o apoio dele. Mas logo afastava os pensamentos nefastos. Pra que sofrer antecipadamente e sem motivos? O paiaço vendia saúde. Era um guri, como ele mesmo costumava dizer...