Amor tem CEP ou IP?
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Os
tempos mudam tudo. Até a forma que nos relacionamos com as pessoas. Que se ama,
digamos assim.
Hoje
em dia não é difícil de ouvir das pessoas a forma mais atual de como conheceram
os maridos. Adeus fila do supermercado, balada, festa de família, escola ou
faculdade, CLJ... Há muito tempo o lance é a internet e seus aplicativos. E
sim, eu aderi às novas modalidades faz tempo.
Na
semana passada, minha terapeuta lembrou das antigas agências de casamento . Tu
pagava para que uma pessoa buscasse possibilidades de acordo com o perfil pré
estipulado por um candidato.
-
Por favor, eu quero me apaixonar e casar por um homem alto, bem estabelecido,
de nível superior, que goste de viajar, de aventuras, que não fume, mas pode
beber socialmente. Ele não pode ter filhos, ou que tenha apenas um filho, mas
disposto a adotar um ou mais crianças caso eu ou ele não possamos ser pais
biológicos. O candidato tem que ter casa própria e que more sozinho. Prefiro
homens negros, fortes e que goste de uma vida sexual ativa. De preferência, seu
pênis não pode ser pequeno, ou seja, deve estar entre mediano e grande.
Eu
não sei como as casamenteiras profissionais conseguiam atender a perfis tão
exigentes assim. Mesmo assim, os casais se formavam. Alguns davam certo. Outros
recorriam ao cadastro novamente.
Hoje
em dia, a internet faz essa triagem para nós. As redes sociais, o Tinder e
demais aplicativos, e sites de relacionamento, além de facilitar também fazem a
pré seleção. A paquera já é mais objetiva, afinal, tu já sabe quais os gostos,
afinidades, profissão e local de trabalho, quem são os amigos, a família, a
formação educacional e etc. Não sei se gosto de tudo isso (e se também prefiro
esse novo método), mas é uma alternativa. Certo.
Nesse
final de semana, durante um aniversário, surgiu essa conversa. Lembramos e
rimos de fatos que criamos com o 138 durante a adolescência; o falecido ICQ,
que promoveu muito namorico virtual; as salas de bate-papo o UOL e Terra; os
correios eletrônicos de jornais... Tudo movido pela carência afetiva das
pessoas. E uma dose boa de sacanagem, claro.
Enfim,
estou na pista. E utilizando métodos virtuais e reais. O negócio é ter
resultados. Positivos, sensitivos, com delírios. Repletos de carinho, amor e
tesão. O resto é o resto. <3>
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