Transitando: Às vezes é assim...
![]() |
Na Linha 255, todo dia é dia de viajar em pé para casa |
Quando
não dou carona, divido o carro. Assim, todos na família conseguem trabalhar de
forma confortável e com locomoção ágil. Sem falar na vantagem que o veículo de
passeio traz para o lazer em família ou com amigos...
Isso
tudo tem custo, claro. De repente, um pouco alto para uma só pessoa. Ou seja,
para mim. Mas a autonomia tem seu preço. Seu custo e benefício. E nessa vida,
às vezes, o resultado do progresso, da prosperidade, pode estar associado
diretamente ao quesito econômico. Então não dá para reclamar. Não, não.
E,
às vezes, é assim, como na foto. É ter que segurar no “corrimão” do ônibus, equilibrar
a bolsa no ombro contrário, encaixar o corpo num espaço diminuto, e tentar se
manter firme nas curvas acentuadas que o motorista do coletivo faz, mesmo no
horário de pico.
O
bom desses momentos é que não precisa ter atenção no trânsito. Pode-se dar
margem à imaginação. Rever momentos de uma reunião, rir de situações bobas com
os amigos ou com o afeto, ou afetos. Somente ouvir música e olhar o movimento
pela janela, quando se dá a sorte de sentar junto a janela. Ou simplesmente
distrair-se com uma conversa à toa com um conhecido ou desconhecido.
Tanto
faz. Relaxa e goza - como diz o dito popular. “Tu” não estás ao volante. Amanhã
a gente volta a surtar no trânsito intenso que vem se consagrando na capital
dos gaúchos. Hoje, é dia de ser passageiro bebê!
Comentários
sem palavras