O grito que não sai

Tevê é algo que prende a atenção das pessoas. Até a minha. Gosto pouco de assistir, mas venho adquirindo o hábito com a convivência materna. Porém televisão é coisa que se deve manter em casa. Local de trabalho só se necessário e em restaurantes, nem pensar!
Mas hoje, especialmente, televisão teve um fator diferente. Várias entrevistas, reportagens, depoimentos sobre o 11 de setembro de nove anos atrás. Novos e velhos debates se prolongaram ao longo da semana e do dia por causa do ataque terrorista sofrido no World Trade Center há quase uma década. Meus olhos se voltaram para a telinha por várias vezes.
A lembrança de um acontecimento trágico me distraiu de um dia triste, antes motivo de muito entre e sai aqui em casa. Hoje meu Paiaço completaria 75 anos se estivesse conosco. Abri os olhinhos, tórpidos de sono, na Estação Rodoviária Veppo de Porto Alegre às 6h44 e depois de fazer o reconhecimento de minha cidade natal, a data veio a minha mente de novo.
Está todo mundo muito estranho aqui em casa. Sem saber o que fazer. É um senta e levanta, um come e bebe, uma referência aqui, outra ali. Só para ocultar a vontade de gritar em alto e bom som: POR QUE MEU DEUS!
Comentários
E penso comigo, por que não gritar quando se tem vontade? Apenas pelo fato de pessoas a sua volta te tacharem como louca? Loucura é deixar de fazer o que se tem vontade por causa de outras pessoas.
Grite bem altooo e alivie esse caroço que você está sentindo em sua garganta.
Beijoss
Um abraço carinhoso
Carmen Silvia Presotto
que bom que voltou
negão na bahia, é essa a novidade que vc fez doce para contar?
bjs
Querida Elaine, quanta saudade! Televisão tem coisa boa e ruim, como tudo na vida, há que saber escolher, e sei que sabes.
Depois venho com mais calma, só queria dizer-te que desejo-te uma boa estadia em Porto Alegre. Estou ainda em São Paulo.
Obrigado pela surpresa, nem imaginas o quanto gostei. Te admiro, morena!
muita luz pra ti.
bjs meus