Li a pouco a coluna de Ruy Carlos Ostermann para seu blog . Primorosa como sempre. E descobri que temos algo em comum. Nós dois sabemos fazer “nada” muito bem. Cada uma ao seu estilo. O professor referia-se a sua atividade de férias. Em janeiro ele se encheu de “nada” e aproveitou maravilhosamente seus dias de sol e de chuva. É assim que vivo também, meus dias de folga. Aí está outra diferença entre nós. Vivo um semestre de férias. Que, aliás, deveriam ter acabado em janeiro, mas estendi por mais algumas semanas, já que é verão e calor pede praia, inevitavelmente. No meio do “nada” a gente inclui algumas coisinhas. Eu, por exemplo, encontro amigos. E é tão bom rever os afetos e ter noticias boas... Mesmo que seja por pouco tempo. A hora do almoço. Mas valem os sorrisos, as repreensões, as novidades, as “velhicidades”, os auxílios e as promessas. Isso dá um ânimo no dia a dia de dar gosto! Também, a pouco, retomei uma atividade que há meses não exercia. O da escrita, da revisão, da ediç...
Esse é um romance que sempre quis ler. O autor de Rota 66 me impressionou tanto na faculdade que passei a admirá-lo. Mesmo que antes, Caco Barcellos já tivesse que aprisionado com seu trabalho na tevê. Tinha orgulho de termos o mesmo sobrenome, que além de ter origem francesa, é chique demais. Pena é que o Caco tenha ficado abusado e esteja a frente desse programinha ½ boca que é o Profissão Repórter. Depois de ser instigada por " Rota 66 " e querer ler o livro que revela como pensam e agem os criminosos que impõem o terror no Rio de Janeiro, venho desanimando a cada semana quando aquele programa da Globo vai ao ar. O best-seller "Abusado: O Dono Do Morro Dona Marta", da Record, já não me parece tão atraente assim. E ele, aos poucos perde o brilho e, quem, também deixará de ser o consagrado jornalista Ainda bem que tenho outros interesses. Um deles é Para Francisco, da Cristiana Guerra que mantém três blogues muito bacanas [ hoje vou assim e amor e ponto - veja os...
Eu sou a louca das casas. Caminho pelas ruas, observando as casas bonitas. Passei a infância morando em casa com varanda e fundos. Foi só aos 9 anos de idade que migrei para os bloquinhos. Mas de prima percebi que ser guria de apartamento não trazia vantagens. Logo, desenvolvi uma paixão por casas; aquelas bem grande para dar conta de toda a família, de segunda à domingo, e em dias de aniversários. Mas hoje é tudo tão diferente... Elas são todas gradeadas. E mesmo assim, ninguém parece curtir os espaços ao ar livre, o pátio ou “a frente” ajardinada. Ao fundo de alguma janela, dá para ver que tem gente em casa. Às vezes... Tem sombras perceptíveis formadas pela luz tênue de algum abajur – luminárias para os elegantes. Não ouço vozes, nem de crianças brincando. Não tem entra e sai. Não tem frestas abertas para ventilar os ambientes. É tudo muito esteticamente insípido. E, claro, inodoro. Ao meio dia, meia tarde ou à noite, não há aroma de comida caseira. Não há ...
Comentários