Amanda

Na verdade, o que quero dizer, é que criança é um ser que não exige nada dos adultos, a não ser o amor sincero, uma atenção singela e descompromissada, natural. É a fase do ser humano que não se importa de trocar carinhos, que não tem vergonha de expor sentimentos, de falar o que quer e de ouvir o lhe disser.
Com a Amanda eu exerço toda a minha capacidade de amar, de estender a mão para fazer um afago sem medo de ser rejeitada, de ser infantil sem ser julgada, de ter postura adulta sem perceber o receio, o medo do ato. Com uma criança, dentro de sua limitação naturalmente infantil, eu consigo ser eu mesma.
Um dia eu tenho que dizer para a Juli, a mãe da Amanda, que a filha dela é especial para mim porque me dá a oportunidade de ser completa.
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